Este evento já estava a correr mal mesmo antes de começar. Os Painted Black constavam do cartaz e eram a principal atracção, todavia um problema com o baterista obrigou a banda a cancelar a actuação. Foram substituídos pelos bracarenses Endamage. Foi a primeira vez que fui ao espaço "A Sala" e, primeira vez que se preze, tem que se andar às voltas à procura do dito. Lá dei com o local, passava já das 23h. Achei a casa interessante, simpática, grande, apesar de funcionar como uma discoteca. Não percebi porque fui revistado à entrada. Se quisesse ir à discoteca, era do outro lado da rua. Os concertos de metal não são isto. Pensei que os Eerie já tivessem tocado, tendo em conta a hora que o flyer indicava, mas puro engano. Os algarvios começaram a tocar a uma fantástica meia noite. Além do cansaço da "luta" que se fez durante o dia, fartei-me rapidamente do som da banda. Opeth chapado...para isso oiço o próprio Mikael Akerfeldt. Depois foi a vez dos Adamantine. Um bom concerto. A postura da banda no palco é bastante competente, revelando crescimento desta promissora banda, que mais uma vez fez o favor de tocar Exodus para os 40/50 presentes. A partir daqui a paciência reduziu-se a uma zona muito próxima da mínima e os Endamage que me desculpem mas vi sentado. Até gosto de uns temas, mas de onde estava o som era péssimo. Por fim, e já a atingir a marca das 3 da manhã, os Biolence de Gaia subiram ao palco. Gostei. Bons temas, excelentes riffs e ritmo arrasador, mesmo a pedir caos cá em baixo...o problema é que se no início já eram poucos, a essa hora havia 10 pessoas à frente do palco. Nem para as bandas deve ser agradável. Também eu não vi até ao fim. Mas enfim, políticas...são todas discutíveis. Ponderar muito bem próximos concertos lá. Ao menos que me tivesse saído o bilhete para Slayer. Era a única forma da noite valer a pena, mas nem isso. Assim foi a noite: estranha, fria como lá fora.
Domingo, 13 de Março de 2011
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