Drakkar + Gwydion + Nightmare + Sabaton @ Corroios (8.3.2011)

Domingo, 13 de Março de 2011

 

Ainda não estava completa uma semana desde a última presença em Corroios, mas este cartaz revelava-se apetecível o suficiente para lá voltar. E na verdade até só queria mesmo ver uma banda. À «World War Tour» composta pelos franceses Nightmare e os suecos Sabaton, juntaram-se nesta data os nacionais Gwydion e Drakkar. Quando cheguei ao local, confirmei as suspeitas. Pouca gente, inclusivamente bem menos do que as duas centenas e qualquer coisa da semana anterior. Não foi surpresa, ainda assim podiam estar mais alguns para uma noite de bom power/heavy metal. Não vi nenhuma das bandas portuguesas de abertura. Não por não gostar. Já vi ambas o suficiente, e estava cá fora, no café, a ver a bola e a discutir os mais variados assuntos, desde a "geração à rasca" aos primórdios do heavy metal nacional. Começaram com algum atraso o que prejudicou os seus sets, encurtando-os, mas diz quem viu que Drakkar foi muito bom e que Gwydion foi insuportável pela má qualidade do som. De ouvidos limpos e cabeça fresca, entrei no Cine-teatro. Os Nightmare começaram, e de imediato deu para perceber que vinha aí um excelente concerto. Grandes riffs, grandes malhas e bela postura convencendo as 100 pessoas presentes. O som começou por estar muito alto, mas melhorou rapidamente. O vocalista é parecido com Dio, e por isso a cover «Holy Diver» foi perfeita. «Legions Of The Rising Sun» e «Trust The Crowd» ficaram-me na memória. Se em estúdio ainda não me chamaram a atenção, ao vivo fizeram-no através de um óptimo concerto, de tal maneira que não sabia se Sabaton iria chegar à fasquia colocada pelos franceses. Mas chegaram. Aliás, elevaram-na ainda mais. Com «Final Countdown» a chamar as pessoas lá para dentro, a banda de «War Power Metal» liderada pelo Joakim e seus óculos de sol, iniciou a sua actuação com a tradicional e energica «Ghost Division». Felizmente o som esteve perfeito, ouvia-se tudo como deve ser, e tendo em conta a importância dos teclados, era obrigatório. «Uprising», «Aces In Exile», a mais pausada «Cliffs of Gallipoli», «Attero Dominatus», «Coat of Arms», «Primo Victoria» e a nem sempre tocada «Metal Machine» a fechar - tudo grandes hinos, tudo cantado pelas gentes junto ao palco. Entre canções ouviu-se quase sempre "Sabaton! Sabaton! Sabaton!", enquanto a banda mostrava-se surpreendida pela forma como estava a ser recebida em Portugal. A atitude desta banda é contagiante, não interessando se o público é muito ou pouco. Grande noite de metal e camaradagem.

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