Domingo à tarde, nada para fazer, porque não ir até à Casa de Lafões celebrar os míticos R(K)amones, e todas aquelas canções que todos conhecemos e muitas vezes sem saber de onde? De um modo geral, o cartaz não me agradava, pois punk não é sonoridade que oiça, mas 3 ou 4 temas muito de vez em quando, entram bem. Às 17h30 iniciaram-se as hostilidades com os F.P.M (Feios, Porcos e Maus). Acho que nem 10 minutos consegui estar lá dentro. Entendi por bem ir ao «chinoca» comprar uma média mais barata, refrescar-me e conversar. Aproximava-se a hora do jogo do Benfica, na Vila das Aves, e corri o Rossio à procura de um café onde pudesse assistir a um bocado do jogo...mas nada, o pouco que havia estava fechado. Assim, o regresso a Lafões deu-se já com os Sicksin em palco e a tocar o seu punk rock muito melódico, daqueles que muito de vez em quando entram bem. Lá está, é coisa para 15 minutos e a partir daí é chato. Foi engraçado e a atitude bem disposta da banda ajudou. Curta foi a espera até ao início de Kamones, a banda de covers dos verdadeiros. Foi cerca de uma hora muito entretida, com uma sala muitíssimo bem composta por fãs de TODAS as idades, cantando todas as canções. Bons músicos e mais uma vez óptima disposição, com o Ribas (Censurados, Tara Perdida) em altas com os seus «one, two, three, four!» e o João Alves (Peste e Sida) muito bem a liderar o conjunto com óculos à Ozzy, naquela que foi uma festa absolutamente descontraída, para esquecer a crise e os FMIs. Sempre foi melhor do que ficar em casa a envelhecer. Assim que terminaram a sua actuação, foi tempo de ir embora pois o Bairro Alto esperava.
Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
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