O Hardmetalfest, em Mangualde, é o mais antigo festival de Heavy Metal em Portugal, e pela primeira vez em 17 edições, contou com a minha ilustre presença. Num carro cheio de amor à camisola, lá partimos de Lisboa às 10h em ponto, para chegar a Mangualde precisamente três horas mais tarde. Uma vez na pacata cidade do interior beirão, fez-se o reconhecimento do quarto que serviria para pernoitar, e tratou-se de aconchegar o estômago antes do degredo. Já no recinto, e após uma caminhada relativamente longa, não faltava muito para ser aberta a cortina de mais uma celebração metálica. Alguns nomes foram, infelizmente, cancelados, mas aqueles que mais queria ver lá permaneceram...e não desiludiram naquilo que lhes competia. O som viveu muitos problemas ao longo das primeiras actuações, mas nem por isso os Midnight Priest deixaram de vincar a sua marca como uma das grandes bandas do momento. O concerto seguinte, pelo menos para mim, dado que não acompanhei tudo a fio, por não ter interesse, foi o de Grunt, ex-Fetal Incest. Sem voz e com um som muito embrulhado, não deu para gostar muito...foi pena. O som subiu alguns patamares de qualidade com Seven Stitches. Os alentejanos portaram-se muito bem e estão com uma sonoridade diferente daquela que eu conhecera há uns anos, para melhor. Já com algum sumo de laranja no bucho, os Painted Black deram-me o momento do dia. Meia hora curta, mas profunda, de uma banda bem oleada e da qual espero um concerto maior em breve. Seguiram-se 2 sessões de thrash metal com eles no sítio, por parte dos Angriff ("jogavam" em casa) e dos espanhóis Omission. E que dois belíssimos concertos foram! Após mais uma pausa para refrescar lá fora (refrescar é favor...), seguiram-se os Holocausto Canibal. Concerto como todos os outros que vi, cheio de pujança e, pelo menos aqui, ouvia-se bem a metralhadora de grunhos. Um concerto sempre bem disposto e com um passinho de dança inevitável. A noite aproximava-se do fim, e chegavam as principais atracções, pelo menos em termos de nome. Os italianos Theatres Des Vampires demoraram mas lá subiram ao palco, partilhando o seu vampirismo durante mais de 1 hora. Musicalmente cansou, mas valeu pela entrega e postura da Sonya, que roubou para ela a visão de toda uma sala. Lá fora estava frio, estava muito frio, mas ainda faltavam os Ramp, banda que pouco me diz e pela qual não tinha curiosidade. Vi 3 ou 4 temas e fui embora. A hora era já avançada, dado o atraso verificado e o dia havia sido longo. Seguiu-se uma caminhada sofrida até ao carro, para evitar as operações stop tradicionais junto ao recinto (adivinhem...só lá estiveram à tarde!). Finalmente cama e calor. Umas horas depois, um cafézinho para acordar e as despedidas de Mangualde, que Lisboa esperava. Parabéns ao mais antigo festival nacional. Para o ano há mais, definitivamente.
Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comentários:
Enviar um comentário