Adamantine + PoS + Pitch Black + Destruction @ Corroios (18.12.2010)

Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

 

Corroios foi baptizada como a capital do metal, por força dos últimos 4 anos, e das visitas de algumas das principais bandas dos vários géneros metálicos. A uma escassa semana do Natal e com uma saúde precária, mais uma página foi escrita no livro do Cine-teatro, desta feita pelos Destruction que já lá haviam tocado. A acompanhar os thrashers alemães, estiveram os grandes Pitch Black e os «novatos», sem desprimor, Prayers of Sanity e Adamantine. Com algum atraso e muito frio cá fora, as portas abriram e só aí comprei o meu bilhete, dado que não quis o papel verde da fnac ou o branco da worten. Coube aos Adamantine a tarefa de acordar o público e, apesar do som ter estado fraquinho, muito embrulhado, a plateia que começava a compor-se aderiu de forma positiva ao thrash "Bay Area" destes jovens. Palavra para o tema novo que gostei bastante e para a cover de Exodus que caiu muito bem. Seguiram-se os Prayers of Sanity. Só os tinha visto duas vezes ainda, mas foi o suficiente para me fartar. À segunda malha fui lá fora conversar, portanto nada sei a não ser que o som estava horrível no início. Quando voltei, esperava um concerto à maneira dos Pitch Black e, como é norma, não desiludiram. A intensidade do costume, a dedicação e atitude que lhes são reconhecidas. Já perdi a conta às vezes que vi esta gente, mas sem dúvida que são sempre um ponto alto em qualquer cartaz! Extraordinários 40 minutos com direito a «Threatening Skies» de Obituary, mesmo a abrirem o apetite para o «main event» que se seguia - Destruction. A espera foi longa, mas nada que a conversa não ajude a minimizar. A sala estava muito bem composta, havendo espaço para respirar e andar, quando Schmier e companhia sobem ao palco. «Curse the Gods» marcou o início de um concerto que teve, aqui e ali, momentos menos pujantes, mas que em geral teve o poder que eu pretendia. Quanto ao som, não havia nada a fazer...melhorou ligeiramente ao longo do concerto, mas a guitarra ouvia-se pouco. Com algumas faixas mais recentes lá para o meio (boas ainda assim), foi definitivamente com «Tormentor», «Bestial Invasion», «Death Trap» e a terminar »Mad Butcher» que o concerto conheceu o seu climax. O melhor para o fim, ou não fossem as últimas imagens aquelas que ficam sempre. O ano terminava bem!

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